Sudamed entra com pedido de liminar contra a Prefeitura de Maringá. "Queremos reembolso de R$ 2,7 milhões. Covid não faz parte do contrato", diz administrador da empresa
"O estudo que a prefeitura nos passou é de 2019, mas a licitação só saiu em 2020 quando já estávamos em plena pandemia, só que a prefeitura não nos pediu um novo cálculo, nem a nós, nem ao Santa Rita, e o contrato, assim como o edital não prevê cobertura para a pandemia", afirma Alexandre Discioli.

03/05/2021


 

A Sudamed, empresa que ganhou a licitação para fornecer serviços de assistência médica aos 33.440 assistidos, entre funcionários públicos municipais de Maringá e seus dependentes, anunciou nesta segunda-feira, 3, em entrevista a O FATO MARINGÁ que entrou na justiça com um pedido de liminar contra a Prefeitura de Maringá pedindo reembolso dos quase R$ 2,7 milhões que deve aos hospitais, Maringá e Paraná. 

Sobre o questionamento que muita gente está fazendo sobre o valor baixo com o qual a Sudamed ganhou a licitação e o direito de gerenciar um contrato de quase R$ 1,5 milhão por mês e mais de R$ 89 milhões nos cinco anos que pode durar a licitação, o administrador da Sudamed, Alexandre Discioli discorda. "Se fosse assim, o concorrente que ficou em segundo lugar e chegou a um valor de R$ 45 por assistido, também não conseguiria dar conta do recado, afinal nós ganhamos com R$ 44,47".  Discioli explica que o valor que a prefeitura paga à Sudamed é suficiente para cobrir os serviços previstos no contrato. "Esse não o motivo. O estudo que a prefeitura nos passou é de 2019, mas a licitação só saiu em 2020 quando já estávamos em plena pandemia, só que a prefeitura não nos pediu um novo cálculo, nem a nós, nem ao Santa Rita, e o contrato, assim como o edital não prevê cobertura para a pandemia", afirma Discioli.

 

"Contrato com a Sudamed será rescindido", diz Ulisses Maia a O FATO MARINGÁ 

Prefeitura confirma rescisão com a Sudamed. Ulisses anunciou em exclusiva no início da tarde a O FATO MARINGÁ 

 

Perguntamos a Alexandre porque a Sudamed deixou que os hospitais atendessem Covid através do convênio se isso não era previsto no contrato. Ele respondeu que assim que começaram os casos, orientou os hospitais a atenderem, e que depois a empresa pediria o reembolso à prefeitura. "Eu não podia deixar os servidores sem atendimento; tanto nós como os hospitais não podemos negar socorro".

"O reembolso que estamos pedindo é só relativo à pandemia, e enquanto durar a pandemia, afinal se dinheiro de Covid foi usado até para o aeroporto, porque não pode ser usado para cobrir casos de Covid", questionou o administrador da Sudamed.

Na entrevista a O FATO MARINGÁ, o administrador da Sudamed fala de um acordo que fez com Ulisses para assumir o contrato antes da data prevista, e que segundo ele, não foi respeitado pela prefeitura. 

"A Sudamed é um grupo forte, não é uma empresa de fundo de quintal como muitos quiseram pintar. A Sudamed está instalada há três meses em Maringá e está cobrindo asssistência saúde sem obrigação de cobrir, porque o nosso contrato era para começar a partir de abril e assumimos o contrato a pedido do prefeito para que o servidor não ficasse todo esse tempo sem cobertura. Esse era nosso acordo com o prefeito, e agora ele joga toda a culpa em cima de nós. Ulisses não está sendo honesto nesta parte", aponta o dedo Discioli

 

 

"Não é verdade que o servidor público municipal ficou sem completamente sem atendimento médico. A Sudamed mantém atendimento através da Rede Cross, Uningá e HC. No caso de urgência e emergência, o servidor pode recorrer a esses serviços ainda", afirma o administrador da Sudamed.  

A redação de O FATO MARINGÁ checou a informação com os hospitais citados por Discioli. O HC e a Rede Cross confirmaram que continuam atendendo assistidos pela Sudamed, já o Memorial Uningá informou que a parceria está sendo implementada. 

Discioli disse ter notícia do rompimento do contrato com a prefeitura através da mídia e das redes sociais. "Mas eu ainda não fui notificado e nesta segunda atendemos vários servidores que vieram em busca de consultas e exames médicos", concluiu. 

Sobre as reclamações com o atendimento nos primeiros meses de contrato, o administrador diz que houve problemas. "A gente teve problema no início porque estávamos sem sistema e o prefeito sabia que estávamos assumindo antes para que ninguém ficasse sem atendimento, mas que nossas obrigações contratuais só poderiam ser cobradas a partir de abril. Segundo Discioli, Ulisses teria que ter explicado aos servidores que nos primeiros três meses, nós atenderíamos somente urgência e emergência, mas não fez isso". 

"Nossa vontade é permanecer atendendo o servidor, mas o município tem que reembolsar o que não é previsto no contrato".

 

Veja a entrevista completa com o administrador da Sudamed - Alexandre Discioli 

 

Atualização: Em nota, a prefeitura informou que:

"O Município de Maringá  abriu procedimento administrativo para verificar eventual inexecução contratual por parte da SUDAMED, sendo que está sendo concedido à mesma o direito ao contraditório e ampla defesa, e que após o regular processamento do feito, a depender do que for apurado, poderão ser aplicadas as penalidades previstas no contrato e na legislação". Siacom

 

 

 

 

 

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