Nishimori participa de seminário sobre danos causados pela cigarrinha do milho
Deputado do PL defende aprovação célere da Lei dos Pesticidas. "Projeto pretende diminuir a burocracia e modernizar a análise de novas moléculas utilizadas na produção".

24/05/2021


foto: agencia fpa

 

A Comissão Nacional de Cereais, Fibras e Oleaginosas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), sob a presidência de Ricardo Arioli, abriu discussão nesta terça-feira (18), a respeito das doenças transmitidas pela Cigarrinha-do-milho, e outros danos oriundos dessa praga. Os convidados destacaram a importância da aprovação do Projeto de Lei (PL 6299/02), de relatoria do deputado federal Luiz Nishimori (PL-PR), que inova toda a sistemática relativa aos pesticidas.

Ponto crucial abordado no debate foram os benefícios que a Lei do Alimento Mais Seguro (PL 6299/2002) traria para o controle de pragas nas lavouras. A proposta foi tratada como fundamental pelo produtor rural Endrigo Dalcin. “Temos uma carência de novas moléculas para controle de pragas. Estamos adaptando produtos antigos. A gente tem uma proposta de lei de pesticidas que precisa ser aprovada, que vai dar agilidade à agricultura brasileira”, contextualizou.

O deputado Nishimori, que não participou, mas acompanhou o seminário, defende que a burocracia está deixando o Brasil para trás. “Estamos atrasados em relação a outros países sobre o que pode ser usado no setor, precisamos de moléculas mais eficientes e menos tóxicas para o combate às pragas. Mas, atrelados à burocracia, não conseguimos usar”, pontuou.

Nishimori entende ser fundamental modernizar o marco legal dos pesticidas, e que tal atitude vai trazer melhorias em todas as fases na produção de alimentos. “A nova lei vai trazer avanços importantes para o país como um todo, que poderá produzir com mais eficiência no campo e levar comida mais segura e barata para a mesa da população brasileira”, concluiu.

Para Endrigo, a lentidão e a burocracia para os registros têm causado transtornos quase irreversíveis para o setor. “O registro de moléculas não andou na velocidade com que a agricultura demanda. As pragas que eram secundárias viraram primárias, e agora vem mais uma que não sabemos como deter”, desabafou.

Quem é e que danos causam à Cigarrinha-do-milho

O professor do departamento de entomologia da Universidade Federal de Viçosa (UFV), Marcelo Coutinho Picanço, apresentou quem é a Cigarrinha-do-milho, e explicou quais danos ela causa às plantas do milho. De acordo com Picanço, trata-se de uma “cigarrinha de quatro a cinco milímetros, que causa danos nas plantas de milho pela sucção da seiva”. Segundo Marcelo, é a forma direta de causar danos, na forma indireta, a cigarrinha atua como vetor dos enfezamentos – a ação mais importante e maléfica.

O enfezamento não era considerado uma doença de grande importância para as lavouras de milho, mas com o aumento das áreas cultivadas e de plantio sequencial, essa doença passou a fazer parte da vida do produtor rural, causando perdas consideráveis à lavoura. “O enfezamento do milho é uma doença que pode colocar todo o resultado da safra a perder, e tem a cigarrinha como seu principal transmissor”, explicou Marcelo.

Ricardo Arioli alertou “que a perda pode chegar a 80% do que for produzido se a praga não for controlada”, causando problemas de abastecimento interno e graves consequências às exportações. O consultor técnico, Otacílio Pasa, que atua no estado de Santa Catarina, comentou que esse ano todos foram surpreendidos na região, “pois nunca tinham sofrido um ataque tão forte da cigarrinha.” Pasa conta ter vivenciado um “verdadeiro caos na lavoura de milho”, quando viu reduzir a colheita que era de 250 sacas de milho por hectare, para 80 sacas por hectare.

O deputado Nishimori conclui com a certeza de que quem ganha com a aprovação da Lei do Alimento Mais Seguro é a sociedade brasileira. “Trata-se de uma proposta moderna, utilizada nos países mais avançados em tecnologia e leva em consideração que, quando utilizados dentro das normas corretas, esses produtos auxiliam na produção e garantem a segurança do alimento que chega às nossas mesas”, finalizou. fonte: agencia.fpagropecuaria.org.br

 

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