G7: Protestos marcam o sábado do encontro das maiores economia do mundo. Trump isolado
O presidente norte-americano trouxe a guerra comercial com a China para a agenda da cimeira, mas manteve-se isolado

24/08/2019


 

"Nós no G7 por um outro mundo" foi o lema escolhido para um protesto, com centenas de pessoas reunidas em Biarritz, França, para marcar posição no momento em que arranca a cimeira do G7, que reúne os líderes das maiores potências mundiais.

Uma marcha que decorria, ao início da tarde, numa "atmosfera bastante festiva", com os manifestantes a fazerem alusão à crise migratória no Mediterrâneo, e com muitas reivindicações com o Ambiente no centro das preocupações. Numa altura em que a "casa está a arder", como frisou Emmanuel Macron, em relação ao desastre humanitário e ecológico na Amazónia, momento aqui recordado pelo enviado da euronews à cimeira, Guillaume Petit.

Quem escolheu estar neste protesto, num sábado à tarde, fá-lo em defesa de um bem maior:

"Estamos a destruir o nosso planeta e as crianças vão sofrer", afirma um dos manifestantes acrescentando que "todos os pais que dizem amar os seus filhos deveriam estar" ali a "protestar pelo ambiente", adianta um manifestante irlandês que levou a filha ao protesto.

Uma francesa aponta o dedo aos líderes mundiais dizendo que "sob o pretexto" desta conferência sobre o clima", se veem milhares de aviões, helicópteros, carros..." o que não é muito ecológico. "Estamos à espera que um dia haja mais consciência, mas chegaremos lá, vemos isso nos manifestantes, há pessoas de todas as gerações e é isso que conta", remata.

Num evento "contra o G7", na fronteira franco-espanhola, cerca de 30 km a sul de Biarritz, ainda em França e também em Espanha, reuniram-se 50 organizações não-governamentais para protestar contra as políticas económicas e climáticas, promovidas pelos principais países industriais do mundo, e promover alternativas.

 

 

 

 

Presidente francês tomou o lugar de anfitrião. Em Biarritz, recebeu este sábado cada um dos convidados para a cimeira do G7. Na última reunião do grupo, há um ano, no Canadá, Donald Trump saiu mais cedo, sem assinar a declaração final. 

Emmanuel Macron parece apostado em que o episódio não se repita. Antes da cimeira, teve uma reunião bilateral com o presidente dos Estados Unidos a quem garantiu que não há assuntos-tabu em cima da mesa.

 

 

 

Participante, mas como observador, o presidente do Conselho Europeu fez a avaliação que marca o dia - e o arranque dos trabalhos. Disse Donald Tusk que é cada vez mais difícil encontrar pontos de convergência entre os velhos aliados: França, Reino Unido, Alemanha, Itália, Canadá, Estados Unidos e Japão. Nas palavras de Tusk, a cimeira é "um teste à unidade e solidariedade do mundo livre" .

 

A valorização de políticas protecionistas tem em Donald Trump um dos expoentes máximos. O presidente norte-americano trouxe a guerra comercial com a China para a agenda da cimeira, mas manteve-se isolado. Os restantes líderes multiplicaram-se em declarações de defesa do comércio livre e da necessidade urgente de aliviar a tensão das relações entre Washington e Pequim porque, como afirmou Macron, é uma guerra que contamina todas as economias do mundo.

 

Até Boris Johnson alinhou contra Trump nesta matéria. Logo à chegada, o primeiro-ministro britânico mostrou-se "muito preocupado" com "o crescimento do protecionismo". Apesar de não haver acordo que regule as relações entre o Reino Unido e a União Europeia depois do Brexit, Boris Johnson sublinha o empenho histórico do país no comércio livre.


 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: Euronews
 
 
 

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