Lepac recebe a visita do diretor geral da Secretaria de Estado da Sáude.
“A discussão em relação à retenção vai ficar mais em um nível de Fazenda, temos que priorizar o atendimento. O que o Lepac faz hoje é de extrema importância", diz Werner Junior

16/05/2019


Nestor Werner Junior (ao centro) visita Lepac pela 1ª vez

O diretor geral da Secretaria de Estado da Saúde do Paraná, Nestor Werner Junior, conheceu hoje (16) tanto a estrutura quanto as necessidades do Laboratório de Ensino e Pesquisa em Análises Clínicas (Lepac) da Universidade Estadual de Maringá (UEM), local que atende usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). Reuniu-se com representantes da 15ª Regional de Saúde e do laboratório, que buscam soluções e pedem socorro para as portas dessa organização não serem fechadas. O risco é devido ao atual contingenciamento de 30% de verbas estaduais por meio da Desvinculação de Receitas de Estados e Municípios (Drem).

 

Werner Junior manifesta-se solidário ao Lepac. “A discussão em relação à retenção vai ficar mais em um nível de Fazenda, temos que priorizar o atendimento. O que o Lepac faz hoje é de extrema importância, um laboratório maravilhoso para Maringá e à macrorregião. Prevemos materialização de algumas propostas que começam a ser construídas hoje”. Pela primeira vez no Lepac, passou por uma visita dirigida e conheceu toda a infraestrutura, no Bloco K-10 da UEM, e o quadro de pessoal. “A estrutura é muito boa e precisamos potencializar o que é feito hoje, inserindo o Lepac cada vez mais dentro do sistema, tornando-o efetivamente um prestador de serviços de saúde para o SUS e garantindo qualidade”.

 

O chefe do Departamento de Análises Clínicas e Biomedicina da UEM, Dennis Armando Bertolini, visa mais independência e visibilidade ao laboratório, “passando a ser realmente um prestador de serviços reconhecido, dentro da estrutura e também pela secretaria estadual, como uma referência, o que implicaria em investimento em equipamentos e tecnologias para aumentar e melhorar os serviços”. Quer, ainda, retorno de verbas. “A nossa grande preocupação ainda é a Drem, que vem retirando um valor considerável da nossa arrecadação. Queremos uma movimentação da Secretaria de Saúde junto à Fazenda para tentar, em um curto espaço de tempo, reverter essa situação”. Outro ponto de solicitações é quanto ao aumento de servidores, já que não tem ocorrido reposição. “Sem recursos humanos não conseguimos fazer nada, pela especificidade das nossas atividades!”.

 

Na ocasião, colaboradores do Lepac entregaram dossiê de 23 páginas ao diretor da pasta de Saúde, o qual mostra histórico, registro de atendimentos e tipos de serviços prestados. O documento comprova que o órgão é referência regional para doenças epidemiológicas. Fundado em 1982, é único laboratório da região maringaense a fazer exames de alta complexidade por meio do SUS e recebe pacientes, para análises de média e alta complexidades, de 113 cidades do noroeste paranaense. Faz parte do Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das IST, do HIV/Aids e das Hepatites Virais, e do Programa Nacional de Controle da Tuberculose, ambos do Ministério da Saúde. É o único especializado no diagnóstico de fungos patogênicos na macrorregião noroeste do Paraná e, desde 2014, único público paranaense que realiza análise de citologia oncótica de colo de útero.

 

Eliana Valéria Patussi, coordenadora do Lepac, ressalta que “está aberto um canal de comunicação para que possamos encontrar soluções para o Lepac junto à Secretaria de Estado”. Na semana anterior, ela e Bertolini estiveram presentes em mais uma reunião no Lepac: foi com Célia Fagundes Cruz, diretora geral do Laboratório Central do Estado do Paraná (Lacen), Ederlei Alkamin, chefe da 15ª Regional de Saúde do Paraná, Greicy César do Amaral, do setor de Epidemiologia da 15ª, e Eneide Aparecida Sabaini Venazzi, supervisora técnica do Lepac. De acordo com o chefe do Departamento de Análises Clínicas e Biomedicina da UEM, pediu-se contribuição ao Lacen, por exemplo no envio de insumos e compra de equipamentos, embora este laboratório também tenha “recursos financeiros limitados”, conforme Bertolini. Hoje, Alkamin, Amaral e Vanazzi também compareceram ao encontro com Werner Junior.


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