Chance de criança negra morrer no Brasil é muito alta, diz presidente do CRIAI
“Os negros representam 75% das vítimas que tinham de 0 a 19 anos. Em todas as faixas etárias, o número de vítimas negras é maior que o número de vítimas brancas. As crianças negras relatam racismo e sonham com o fim do preconceito e nosso papel é ser agente da mudança”, destacou o deputado estadual Cobra Repórter, presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Criança, do Adolescente, do Idoso e da Pessoa com Deficiência (Criai) da Assembleia Legislativa do Paraná

20/11/2020


Deputado Cobra Repórter (PSD), presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Criança, do Adolescente, do Idoso e da Pessoa com Deficiência (Criai), da Assembleia Legislativa do Paraná.. Créditos: Dálie Felberg/Alep

 

No Dia da Consciência Negra (20), o deputado estadual Cobra Repórter, presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Criança, do Adolescente, do Idoso e da Pessoa com Deficiência (Criai) da Assembleia Legislativa do Paraná, lembra que 75% das crianças e adolescentes mortos de forma violenta em 2019 eram negros.

O 14º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado em outubro pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, mostrou que o Brasil teve ao menos 4.971 crianças e adolescentes mortos de forma violenta no ano passado.

 

“Os negros representam 75% das vítimas que tinham de 0 a 19 anos. Em todas as faixas etárias, o número de vítimas negras é maior que o número de vítimas brancas. As crianças negras relatam racismo e sonham com o fim do preconceito e nosso papel é ser agente da mudança”, destacou ele.

Os dados do Anuário são referentes a 21 estados, incluindo o Paraná. De acordo com a publicação, apesar de alguns casos pontuais gerarem comoção e ganharem repercussão, “estupros e mortes violentas intencionais de crianças e adolescentes no Brasil são fenômenos inaceitavelmente comuns e configuram problemas graves, que merecem atenção constante de cidadãos e autoridades”.

 


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