CASO SUDAMED: "Sudamed pode reclamar na justiça, mas não deve deixar servidores públicos sem atendimento" diz vereador Alex Chaves (MDB)
Empresa alega que "acumulou prejuízos nos últimos 60 dias, decorrentes do agravamento do cenário de COVID 19".

29/04/2021


 

veja a entrevista com o vereador Alex Chaves (MDB)

 

Aconteceu na manhã desta quinta-feira, 29, uma reunião de emergência na Prefeitura de Maringá para tratar do caso Sudamed. A concessionária de serviços médicos ganhou a licitação para atender os funcionários públicos, mas não estaria conseguindo honrar os compromissos junto aos hospitais conveniados. Ontem, 28, o Hospital Paraná publicou um comunicado avisando os usuários do convênio que estava suspendendo a prestação de serviços por falta de pagamentos.

Segundo a prefeitura, o objetivo da reunião de hoje era encontrar soluções para o impasse. Além do prefeito participaram o procurador municipal Douglas Galvão e o presidente da Câmara de Vereadores, Mário Hossokawa e os representantes dos hospitais Paraná e Maringá, que são conveniados a Sudamed. A empresa opera o Sistema de Atenção à Saúde dos Servidores da Prefeitura de Maringá (SAMA).

A prefeitura informa que já notificou a Sudamed que caso a situação não se normalize até segunda-feira, 3 de maio, o contrato com a prestadora de serviços poderá ser rescindido e a Prefeitura abrirá nova licitação para contratação emergencial. A maioria dos vereadores apoiam a medida como única solução para o caso. A prefeitura afirma que não há repasses em atraso e que a Sudamed recebe cerca de R$ 1,5 milhão por mês do município, cerca de R$ 44 mensal por assistido pelo convênio. 

O vereador e presidente da Câmara Mário Hossokawa (PP) defende o rompimento do contrato com a Sudamed e a realização de um contrato emergencial com hospitais da cidade.  Clique no link acima para assistir a entrevista com Hossokawa

O vereador Alex Chaves (MDB), atual líder do Executivo na Câmara explica que o reequilíbrio econômico que a Sudamed está pedindo não pode servir de desculpa. Se a empresa acredita que está sendo prejudicada, deve entrar na justiça, mas não pode deixar que o servidor fique sem atendimento médico.

 

 

SUDAMED

A Sudamed, empresa que atende os quase 13 mil servidores públicos municipais e seus dependentes, perfazendo um total de cerca de 34 mil assistidos, publicou uma nota de esclarecimento explicando que a empresa acumulou prejuízos nos últimos 60 dias decorrentes do agravamento da pandemia de Covid-19 na cidade. Segundo a Sudamed, a empresa havia apresentado um recurso administrativo requerendo reposição de valores dos tratamentos relativos à Covid pois tais gastos não estavam previstos no edital. A prefeitura já teria negado o recurso e que por isso, há atrasos nos repasses aos hospitais. Leia a nota na íntegra:

 

O vereador da REDE Sustentabilidade é enfático e aponta o dedo contra a lei nacional de licitações: 

"No Brasil temos uma dificuldade muito grande porque quando se faz uma licitação, o menor preço vence, e as vezes o Poder Público compra muitas porcarias porque o preço é baixo demais. É lei infelizmente. No caso específico, essa empresa veio a Maringá para participar da licitação e ao contrário do plano de saúde que operava o serviço precedentemente e cobrava cerca de R$ 80, pediu somente cerca de R$ 40 e logicamente não está conseguindo honrar os compromissos que assumiu", analisa o vereador. "No Brasil é assim, o cara ganha a licitação, pega o contrato na mão e depois pede aditivo; isso é uma maneira de enganar o Poder Público. Esse contrato tem que ser cancelado, mande essa empresa para casa e a prefeitura que faça uma nova licitação", concluiu Mantovani.

 

NOTA DE ESCLARECIMENTO SUDAMED

"A SUDAMED acumulou prejuízos nos últimos 60 dias, decorrentes do agravamento do cenário de COVID 19, tal cenário dispensa mais evidências, sendo notório pelo caos no sistema de saúde, culminando com períodos de LOCKDOWN.
Houve significativo aumento, tanto em volume, como em dias de internamento e consequentes agravamentos que evoluem para internamentos em UTI por longo período, além de outras situações decorrentes.
Diante do exposto, em 05 de abril de 2021, a SUDAMED apresentou recurso administrativo à Prefeitura Municipal de Maringá, requerendo reposição de valores do COVID 19 a fim de suprir tais custos, sendo que não havia previsão em Edital, para situação de Pandemia. Hoje, 28 de abril, houve negativa de reposição dos valores. Por este tempo a SUDAMED continuou honrando com o atendimento.  Diante da negativa do repasse de recurso, não foi possível o pagamento integral e o Hospital Paraná, suspendeu o atendimento. Continuamos dispostos a tratativas para a melhor solução".

 

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