ACORDO NUCLEAR: Irã admite reverter medidas se Europa der apoio político

07/07/2019


O ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros, Mohamad Yavad Zarif, disse este domingo que as medidas já tomadas de redução do compromisso para com o acordo do nuclear de 2015 são reversíveis se os signatários europeus se mostrarem fiéis ao pacto.

"Todos os passos dados pelo Irã podem ser revertidos através da adesão dos três países europeus (Alemanha, Reino Unido e França)" que fazem parte do acordo, afirmou Zarif numa mensagem hoje divulgada na rede social Twitter.

 Segundo o documento assinado em 2015, o Irã compromete-se a não se dotar de bomba atómica e a limitar drasticamente as suas atividades nucleares em troca do levantamento de sanções internacionais que asfixiavam a sua economia.

O acordo do nuclear não permite que o Irã enriqueça mais do que 3,67% o urânio, o que Teerão garantiu que irá acontecer ainda hoje.

Em maio de 2018, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, decidiu retirar-se unilateralmente do acordo e restabelecer sanções ao Irã, incluindo no setor petrolífero.

Trump justificou a saída deste pacto ao acusar o Irãode nunca ter renunciado a dotar-se de uma arma atómica (enquanto Teerão sempre desmentiu esta acusação) e de ser a origem de todos os problemas no Médio Oriente.

As novas sanções dos EUA provocaram uma fuga das empresas estrangeiras do Irã, que tinham regressado após o acordo, fazendo cair a economia iraniana numa grave recessão.

Um ano depois, o Irã, considerando que tinha sido muito paciente, mas que os restantes signatários não tinham tomado qualquer medida face à decisão dos EUA, resolveu quebrar o compromisso e anunciou que iria voltar a investir no enriquecimento de urânio.

Os países da União Europeia que fazem parte do acordo sobre o nuclear do Irã estão discutindo  hoje a realização de uma reunião de emergência, tendo uma porta-voz de Bruxelas admitido que o bloco "está extremamente preocupado".

O primeiro-ministro de Israel também lançou hoje um apelo sobre a questão, pedindo às potências mundiais que apliquem "sanções imediatas" ao Irã assim que for ultrapassado o nível de enriquecimento de urânio previsto pelo acordo nuclear.

O Irã confirmou hoje que ultrapassará "nas próximas horas" o nível de enriquecimento de urânio permitido pelo acordo nuclear de 2015, referindo que só falta acertar alguns detalhes técnicos.

O acordo do nuclear não permite que o Irão enriqueça mais do que 3,67% o urânio.

A Agência Internacional de Energia Atómica está a monitorizar o nível do enriquecimento de urânio pelo Irã e avisará a sua sede, em Viena, "assim que se verificar o desenvolvimento anunciado".

Fonte: euronews

 

Periódico Registrado em 04/09/2018 no Cartório de Registro de Títulos e Documentos e no Registro Civil de Pessoas Jurídicas de Maringá.
Protocolado e digitalizado sob nº 491.574 e matriculado no livro "B" sob nº 51.
Desenvolvido e mantido por Logicomp Co.