A ODISSEIA DE ULISSES: Em entrevista a O FATO, prefeito volta a criticar postura da concessionária de transporte coletivo, confirma que não autorizará o aumento da tarifa, fala em romper contrato e se diz seguro quanto a vitória na justiça.

05/06/2019


A Odisseia de Ulisses, herói grego que levou 27 anos para retornar a casa, 10 lutando na guerra de Tróia e 17 por ter desafiado os deuses que o fizeram vagar por terras estranhas e mares, é uma referência para observar a guerra que outro Ulisses, o das terras vermelhas, trava com semideuses de um monopólio até hoje inquebrável. 

A narração do poema Homérico fez grande sucesso na tela do cinema, já a odisseia de Ulisses, o Maia, prefeito de nossa cidade, parece encontrar adversários que se comportam como deuses em setores como o do transporte público, onde uma única empresa reina em uma odisseia que já dura muito mais, do que a odisseia do Ulisses Grego. A atual concessionária, de acordo com uma publicação do Historiador maringaense João Laércio Lopes Leal, detém a concessão há pelo menos 44 anos. 

Não é segredo que o Ulisses das terras vermelhas, trava uma batalha ferrenha com a empresa gestora do transporte coletivo. Já no segundo ano de seu mandato, precisamente no mês de julho de 2018, Maia negou à concessionaria um aumento que elevaria a tarifa a R$ 4,30, permitindo que fosse elevada a R$ 3,90 mas lamentou: "Já é muito caro".

 

O video da entrevista sem cortes ou censura você vê aqui no site de O FATO. 

 

Naquele período, a empresa chegou a alegar dificuldades financeiras e isso levou o prefeito a falar em romper o contrato.  Depois disso, a Câmara Municipal abriu uma CPI que não encontrou problemas financeiros na empresa de transporte público mas deu indicações sobre melhorias e adequações que o concessionário deveria oferecer à cidade.

 

No começo de 2019, uma nova batalha marcou o reinicio da guerra que se arrasta até hoje. Atualmente, a empresa de transporte público pretende um aumento que levaria a tarifa a R$ 5,10. Por conta do aumento negado em 2018 e por conta de um novo parecer negativo de Ulisses ao pedido atual, a concessionária se mobilizou juridicamente para obter o aumento, mas obter também uma indenização de R$ 35 milhões, por danos sofridos pela não concessão dos aumentos pretendidos. 

É com esse quadro, que a redação de O FATO encontra o número um do município e questiona os caminhos que sua odisseia contra o deus do transporte coletivo maringaense poderia levar a cidade. 

 

 

 


Periódico Registrado em 04/09/2018 no Cartório de Registro de Títulos e Documentos e no Registro Civil de Pessoas Jurídicas de Maringá.
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